Diabetes TIPO1 e TIPO2
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Diabetes TIPO1 e TIPO2

Convivendo com o
DIABETES

DIABETES QUANTOS TIPOS EXISTEM?

    Todos nós sabemos que há pelo menos dois tipos de diabetes: aquela onde o paciente precisa tomar injeções diárias de insulina e aquela onde o paciente necessita de comprimidos (antidiabéticos orais) para controlar a doença.
    Há, ainda, outros tipos de diabetes, mais raros e mais complexos, que não serão discutidos nesta série. Pois bem: a diabetes que necessita obrigatoriamente da insulina para o controle da doença é chamada diabetes Tipo 1. Por outro lado, aqueles que se controlam apenas com comprimidos tem diabetes Tipo 2. Quem tem diabetes Tipo 2 pode, eventualmente, precisar de insulina.

Diabetes Tipo 1
Diabetes Tipo 2
Principais tipos de diabetes
O quadro a seguir mostra as características principais do diabetes tipos 1 e 2.
DIABETES
Tipo 1
Tipo 2
INÍCIO DA DOENÇA
Geralmente ocorre na infância ou na adolescência.
Geralmente ocorre em adultos obesos acima de 35 anos.
CAUSA
Hereditariedade e outros fatores levam à falha do pâncreas em produzir insulina
Tendência hereditária e obesidade levam a uma resistência das células do corpo à ação da insulina
SINTOMAS
Sede intensiva, apetite excessivo, cansaço e micções freqüentes. Pode progredir rapidamente para o coma. Instalação geralmente aguda
Pode não apresentar nenhum sintoma característico. Às vezes só se manifesta por cansaço, sede aumentada e micções freqüentes
DIAGNÓSTICO
Níveis altos de glicose sangüínea, em jejum
Níves altos de glicose sangüínea, em jejum. Testes alterado de toletância à glicose
TRATAMENTO
Insulina, nutrição, exercícios físicos e monitoração
Nutrição, exercícios físicos e, algumas vezes, comprimidos orais. Podem, eventualmente, precisar de insulina
COMPLICAÇÕES AGUDAS
Como devido a níveis de glicose muito altos (hiperglicemia) ou muito baixos (hipoglicemia)
Raras
COMPLICAÇÕES MÉDIO PRAZO
Deficiências de crescimento e desenvolvimento. Problemas durante a gravidez
Problemas durante a gravidez
COMPLICAÇÕES LONGO PRAZO
Problemas nos pequenos vasos sangüineos dos olhos e rins e nos nervos; problemas nos grandes vasos do coração, cérebro extremidades dos membros
Problemas nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidades dos membros; problemas nos pequenos vasos dos olhos, rins e pés, e nos nervos
PREVENÇÃO DAS COMPLICAÇÕES
Educação em diabetes, bom controle glicêmico, exercícios físicos, nutrição adequada, aderência ao tratamento medicamentoso
Perda de peso
Quantos têm diabetes?

    Entre 1986 e 1988, o Ministério da Saúde do Brasil promoveu o primeiro Censo Nacional de Diabetes, com o objetivo de avaliar as reais dimensões do problema do diabetes no país. Como era previsto, esse estudo revelou dados estarrecedores sobre a doença.
    De acordo com o resultado do Censo, a ocorrência de diabetes, na faixa etária dos 30 aos 69 anos, foi 7,6% da população. Ou seja, considerando-se os dados do Censo Geral de 1980, há no Brasil, 5 milhões de pessoas com diabetes, dos quais aproximadamente, 500mil são do Tipo 1. É importante salientar que, como o diabetes Tipo 2 (4,5 milões de pessoas) pode aparecer e evoluir sem apresentar sintomas, cerca de metade entre eles no Brasil, nem mesmo sabe que tem a doença.
    O desconhecido do diagnóstico torna o problema potencialmente muito mais grave, uma vez que, nesses pacientes, a doença continua evoluindo para complicações crônicas, sem que eles se dêem conta disso: o diabetes muitas vezes só é diagnosticado quando as manifestações crônicas já se manifestaram.
    O Censo de Diabetes mostrou, ainda, outros dados graves preocupantes, como demonstra o quadro abaixo.

Alguns dados importantes do Censo de Diabetes (Brasil, 1988)
  • O diabetes ocorreu, com mais frequência, em São Paulo (9,7%) e com menos frequência no Recife (6,4%).
  • Na faixa dos 50 aos 59 anos de idade, a ocorrência foi de 12,7% e, entre 60 e 69 anos, atingiu 17,4%.
  • A ocorrência foi praticamente a mesma entre homens e mulheres (7,5% e 7,6%) e discretamente maior entre os brancos (7,8%) do que entre os não brancos (7,3%).
  • De todos os diagnosticados, 22,3%, ou seja, mais de um quinto deles não recebia qualquer tipo de tratamento, mesmo conhecendo sua condição.
  • O maior índice dos que desconheciam a doença ocorreu em Fortaleza (65,4%) e o menor, foi no Rio de Janeiro (28,1%).
O bom controle do diabetes pode propiciar uma vida normal e evitar as complicações crônicas da doença, além de previnir complicações agudas

    Recentemente, foi concluído um grande estudo, nos Estados Unidos, o qual demonstrou que o controle adequado do diabetes é, realmente, o único caminho para se evitar as complicações mencionadas. Essa foi a conclusão do Diabetes Control and Complications Trial - D.C.C.T.
    O quadro abaixo dá uma idéia precisa das consequências de não se controlar o diabetes de forma adequada.

Diabetes e suas complicações

    O controle rigoroso dos níveis de glicose no sangue (glicemia) é a principal estratégia para a prevenção das complicações do diabetes. Nas pessoas sadias e nos pacientes diabéticos bem controlados, a glicemia deve variar entre 60mg/dl (se a pessoa estiver em jejum) e 160 mg/dl (cerca de duas horas após a refeição).
    As complicacões agudas acontecem quando há variações intensas da glicemia, num período curto de tempo (algumas horas ou dias). Níveis muito altos (hiperglicemia) ou muito baixos (hipoglicemia) podem levar ao coma. As crônicas são consequências da manutenção da hiperglicemia por longos períodos (meses ou anos).


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